MAX WOLFF FILHO

 

O Sargento Max Wolff Filho foi integrante da Polícia Militar do Distrito Federal e destacou-se sobremaneira pelo destemor nas missões e a forma agregadora de liderar seus subordinados, tornando-se ícone da nossa Força Expedicionária.

Seu arrojo e bravura nos combates o tornou admirado pelos seus pares e superiores e respeitado pelos seus subordinados. Filho de pai austríaco, Wolff nasceu em Rio Negro (PR) em 29 de julho de 1911.

Aos 18 anos de idade alistou-se no Exército em Curitiba, indo servir no 15º Batalhão de Caçadores, unidade extinta, cujas instalações são hoje ocupadas na capital paranaense pelo 20º Batalhão de Infantaria Blindado (20º BIB).

Na década de 1930 muda-se com a família para o Rio de Janeiro e ingressa na então Polícia Militar do Distrito Federal, onde chegou à graduação de 3º Sargento.

Em 1944 apresenta-se como voluntário para integrar a Força Expedicionária Brasileira, tendo sido designado para o 11º Regimento de Infantaria (11º RI) de São João Del-Rei (MG). Destacou-se por sua bravura no decorrer da guerra, tornando-se conhecido pelo seu destemor, intrepidez e abnegação.

Apresentava-se sempre como voluntário para missões, não importando seu grau de perigo e dificuldade. Suas façanhas eram proclamadas pelas partes de combate, pelos correspondentes de guerra brasileiros e estrangeiros que também o admiravam. Sua coragem invulgar e seu excepcional senso de responsabilidade foram de fundamental importância para o êxito das incursões de patrulhas nos territórios ainda com presença do inimigo.

Na conquista de Montese foi um destacado combatente. Sempre à frente do seu grupo aniquilou várias posições inimigas, contribuindo significativamente para aquela que foi uma das mais importantes e dramáticas vitórias da FEB. Participou também de todas as ações de seu Batalhão no ataque de 12 de dezembro de 1944 ao Monte Castelo.

A última missão deste bravo ocorreu em 12 de abril de 1945 nas imediações de Montese. O sargento Wolff foi voluntário para comandar uma patrulha de reconhecimento na região de Monte Forte e Biscaia, na chamada “terra de ninguém”. A patrulha foi constituída por 19 militares que se haviam destacado por competência e bravura em combates anteriores. Partiram por volta do meio-dia de Monteporte, passaram por Maiorani e prosseguiram. As casas em ruínas representavam um grande perigo, pois invariavelmente eram utilizadas como abrigo pelos alemães.

E foi justamente isso que aconteceu. Abrigado em uma das casas em ruínas, o inimigo deixou que a patrulha brasileira chegasse bem perto, até quando não podiam mais errar. Eram 13h15 do dia 12 abril de 1945 quando uma rajada de metralhadora cortou o peito de Wolf, que caiu ao solo morto. O soldado Alfredo da Silva que correu em seu socorro foi também atingido mortalmente e tombou ao lado de Wolff.

Terminava assim a trajetória gloriosa deste herói brasileiro. Seu corpo somente foi resgatado dias depois devido ao fogo inimigo que perdurou por mais algum tempo. No dia seguinte aconteceu a largada da grande ofensiva da primavera para varrer o que restava do exército alemão na Itália. Max Wolff Filho foi agraciado “post mortem” com as medalhas de Campanha de Sangue e Cruz de Combate, do Brasil; e com a medalha Bronze Star dos Estados Unidos.

Foi sepultado no Cemitério Militar Brasileiro, em Pistóia e seus restos mortais foram trasladados posteriormente para o Monumento aos Mortos da Segunda Guerra Mundial no Rio de Janeiro, onde jazem na quadra G, jazigo 32.

Em 2010, o Exército Brasileiro instituiu a Medalha Sargento Max Wolff Filho para ser conferida a subtenentes e sargentos em reconhecimento à dedicação e interesse pelo aprimoramento profissional e ao destacado desempenho profissional.

Esse militar intrépido e valoroso tombou como herói, à frente de sua patrulha, deixando o seu nome registrado na história. Hoje, mais de sete décadas após o sacrifício pela Pátria, o Sgt Max Wolff Filho continua reverenciado e seu nome batiza a Escola de Sargentos das Armas do Exército Brasileiro, em Três Corações- MG.

Tal façanha, pouco conhecida por nós brasileiros, está registrada nos anais de guerra dos Estados Unidos, e é celebrada na Itália todos os anos no dia 21 de fevereiro – uma façanha digna dos grandes exércitos!

Fonte: http://www.portalfeb.com.br/serie-herois-esquecidos-8/